Aluguéis, saiba como negociar

Negociação na hora de renovar o aluguel
Inquilino deve pesquisar preços de locação de imóveis, começando pelo próprio prédio. Quem paga em dia leva vantagem. No aniversário do contrato de aluguel, é possível negociar o percentual de reajuste com o proprietário ou a imobiliária, desde que o pagamento mensal esteja acima do valor de mercado de locação do imóvel. A partir do resultado dos índices de inflação em 2004, o inquilino pode avaliar e sugerir um aumento menor, principalmente se for um pagador pontual.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que ficou em 12,41% no acumulado do ano passado, é usado para reajuste em 90% dos contratos residenciais. Normalmente, no documento figuram também outros indicadores, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sendo escolhido o maior do período.
“É possível negociar a correção por um índice mais baixo que o IGP-M. Basta argumentar que o valor do aluguel já ultrapassou o de mercado. Mas, para isso, o locatário precisa pesquisar valores de locação, começando pelo prédio onde mora”, aconselha o diretor.
O IPC é mais adequado para o reajuste de aluguéis por refletir a variação de preços do varejo. O IGP-M é formado em 60% por preços do atacado e, por isso, recebe impacto da oscilação do dólar.
O ideal é sugerir um reajuste intermediário. “Quando o locatário diz que não quer aumento nenhum, já é mal recebido pelo proprietário, que também teve alta do custo de vida”.
Outra possibilidade, é escalonar o reajuste, estabelecendo um acordo por escrito, para que o percentual de aumento suba gradativamente. “O inquilino pode conseguir, por exemplo, um reajuste de 4% nos primeiros três meses, que depois vai para 8% nos outros três meses, até atingir o total combinado”, explica Carvalho.
Formação do Índice Geral de PreçosOs índices Gerais de Preços (IGP’s) registram a inflação de produtos que vão desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. Os indicadores se apresentam em três versões: IGP-DI, IGP-10 e IGP-M, todos apurados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre- FGV).
O que faz a distinção entre os índices é o período de coleta. Para a versão IGP-M, são feitas três apurações mensais: duas prévias e uma de fechamento do índice. Para as outras versões, é feita apenas uma apuração mensal. A coleta de preços do IGP-M é feita entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Os IGP’s são compostos pelos índices IPA (Índice de Preços por Atacado); IPC (Índice de Preços ao Consumidor); e o INCC (Índice Nacional de Custos da Construção), com ponderações de 60%, 30% e 10%, respectivamente.
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Cartão de Crédito saiba usar

Aprenda a usar seu cartão de crédito racionalmente




Ter um cartão de crédito facilita bastante a vida. Basta dizer que uma série de serviços, como aluguel de veículos ou reservas em hotéis, só podem ser feitas mediante o uso do "dinheiro de plástico".
Outras vantagens, como fazer pagamentos à vista de produtos e serviços, parcelamentos, financiamentos e saques em caixas eletrônicos tornam o produto quase indispensável hoje em dia.
Porém, o consumidor precisa ficar atento para evitar que todas estas vantagens virem problemas se você não souber administrar seus gastos. Afinal, o cartão de crédito amplia, sem burocracia, a capacidade de compras, e podem se tornar armadilhas para as finanças pessoais.
O primeiro passo, e o mais importante, é ter disciplina financeira. Não comprar por impulso, mas dentro de suas possibilidades, sempre levando em conta o orçamento pessoal.
Quem opta por parcelar compras no cartão precisa fazer a previsão das parcelas justamente para não ser surpreendido no mês seguinte. No ato da compra, procure se informar com o comerciante sobre eventuais taxas de juros e o número máximo de parcelas.
Preste atenção também às possibilidades de pagamento da fatura. O mais recomendado é quitar o débito no valor integral, para evitar cobrança de juros.
Há ainda a possibilidade de efetuar o chamado "pagamento mínimo", que normalmente corresponde a 20% do valor integral da fatura e utiliza o chamado "crédito rotativo". Assim, o consumidor financia o saldo da diferença verificada entre o valor total da fatura e o valor pago.
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Assinatura de Telefones

Liminar libera 9 estados de assinatura telefônica13/1/2005
Uma liminar expedida na segunda-feira (10/01)pela pelo juiz Zenildo Bodnar, da 2ª Vara Federal de Itajaí (SC), proíbe a Brasil Telecom de cobrar taxa de assinatura mensal de telefonia fixa em nove estados brasileiros e no Distrito Federal. A antecipação foi concedida em ação civil pública proposta, em conjunto, pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) de Itajaí (SC), contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Brasil Telecom. O juiz entendeu que a cobrança é ilegal porque independe da efetiva utilização do serviço pelo consumidor. A decisão que suspende a cobrança da taxa de assinatura mensal concede o prazo de dez dias, a partir da intimação, para o cumprimento - sob pena de multa de um milhão de reais e a operadora ainda pode recorrer. Desde 1998, a Brasil Telecom presta serviços de telefonia fixa local no Distrito Federal e nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
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Juros mais baixos para empréstimos

Competição entre Bancos

Aposentado paga juro menor

Briga por cliente do INSS faz bancos reduzirem taxas do crédito para 1,75%, seis vezes abaixo do cobrado de outros correntistas
A concorrência acirrada dos bancos privados e da Caixa Econômica Federal na linha de crédito com desconto no contracheque para os segurados do INSS reduziu os juros do financiamento para 1,75% ao mês, seis vezes abaixo da taxa média cobrada no empréstimo pessoal para correntistas comuns.

Para atrair os 18 milhões de aposentados em todo o País, está valendo, além da oferta de juros competitivos, campanhas agressivas que seguem a estratégias do comércio, como cobrir ofertas de taxas mais atraentes dos concorrentes. A linha de crédito para os aposentados tem diferenciais importantes que estimulam a briga. O primeiro é que o cliente não precisa ser correntista do banco em que pede empréstimo. Além disso, o risco de calote desaparece, já que as prestações são descontadas no contracheque de alguém não ameaçado pelo desemprego. A garantia é tão grande que a figura do avalista é dispensada.


Na maioria do casos o valor do empréstimo é liberado em até cinco dias após a assinatura do contrato. O crédito consignado pode ser pago em até 48 meses em alguns bancos. Deve-se ficar atento à Taxa de Abertura de Crédito (TAC), que em algumas instituições nem chega a ser cobrada.


“Acredito que a queda dos juros possa se manter por um bom tempo e se propagar para o restante do sistema financeiro”, afirma Roberto Rigotto, vice-presidente executivo do BMG, um dos bancos que atua nessa linha de crédito.

Bancos oferecem de tudo para atrair clientes ao crédito com desconto em folha. Tem até loteria.A concorrência na hora de atrair aposentados e pensionistas do INSS para o empréstimo com desconto em folha vem fazendo uso de diversas estratégicas praticadas pelo comércio. As vantagens incluem de facilidades na concessão do crédito a promoções e sorteios – tudo para ganhar o cliente.O Banco PanAmericano, empresa do grupo Sílvio Santos, uniu-se ao Bradesco para atender ao novo público, e pretende ampliar de 130 para 180 o número de lojas até o fim do ano. A parceria, que criou o Cred Amigo Pan, vai destinar R$ 7,2 bilhões em financiamentos, que vão de R$ 300 a R$ 15 mil.Outro atrativo é que não haverá consulta ao SPC ou Serasa, e o negócio será fechado sem avalista, com parcelas descontadas diretamente da pensão ou aposentadoria, em até 48 meses. Quem optar por adquirir com o Cred Amigo Pan um seguro de vida poderá concorrer a prêmios de até R$ 50 mil.
O BMG também oferece benefícios a quem recorre a sua linha de crédito: participação em sorteios mensais que correm pela Loteria Federal, todo dia 10 do mês. O contemplado pode receber um caminhão de prêmios com 25 itens, como aparelhos de som, televisores e eletrodomésticos. E à medida em que o BMG receber as prestações do empréstimo, o segurado vai acumula bônus que, em caso de renovação do contrato, serão convertidos em créditos.

O Banco Cruzeiro do Sul dá informações por telefone e em seguida encaminha um agente credenciado ao endereço que o segurado indicar, em qualquer parte do País. O empréstimo é liberado em até 48 horas.

Instituições associam imagens de atores da terceira idade às linhas de crédito
Campanhas publicitárias com participação de atores da terceira idade são alguns dos artifícios usados pelas instituições financeiras na tentativa de atrair mais interessados para o empréstimo consignado em folha. Os bancos Cacique, PanAmericano e Bradesco lançaram mão da idéia, e já contrataram artistas.

O banco Cacique, que oferece taxas de juros de 1,75% a 3,5% ao mês, contratou a ‘garota-propaganda’ Nair Bello para estrelar sua campanha. O banco BGN, de Recife (PE), fechou contrato com o ator Paulo Goulart. O Pan-Americano e o Bradesco, que vão lançar domingo a campanha da linha Cred Amigo Pan, terão a apresentadora de TV Hebe Camargo como ícone. Além disso, a parceria vai oferecer atendimento especializado a aposentados e pensionistas que desejem adquirir o empréstimo. Cafezinho e balas estão entre os afagos. Anúncios com outros artistas serão veiculadas a partir de fevereiro.

Ao associar atores à modalidade de empréstimo, os bancos procuram identificar as propostas com o público que querem atingir – grande parte é espectadora das novelas televisivas.

Segundo a Dataprev, empresa responsável pelo banco de dados do INSS, os segurados que recebem até um salário mínimo (R$ 260) são os que mais recorrem ao crédito consignado. Eles representaram 35,58% dos empréstimos concedidos em 2004.
Taxa sobe para cliente comum
Na contramão do crédito para aposentados do INSS, consumidores comuns pagaram em dezembro juros mais altos. Segundo pesquisa da Anefac (associação que representa executivos de finanças), para pessoas físicas, a taxa média mensal subiu de 7,82%, em novembro, para 7,87%, no mês passado (148,20% no ano). Foi a segunda maior em 2004, só perdendo para a de janeiro (7,92%).

A elevação foi puxada pela variação nas operações de empréstimo pessoal das financeiras, cujos juros ficaram ainda mais altos no período, passando de 12,27% para 12,65% ao mês (317,61 no ano). Para as empresas, as taxas tiveram pequena variação, de 4,48% para 4,49% ao mês, o nível mais alto desde agosto.


Para a Anefac, a alta dos juros nos últimos meses não surpreende, porque acompanha o movimento do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que, desde setembro, vem elevando a taxa básica (Selic) como forma de segurar a inflação.

Cartão e cheque ficam estáveis

A pesquisa da Anefac constatou que, além das taxas do empréstimo pessoal nas financeiras, subiram as do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) cobradas pelos bancos. Essa linha registrou alta de 0,52%, passando de 3,82% ao mês, em novembro, para 3,84%, em dezembro (57,17% no ano), a maior desde agosto de 2003.

Os juros no comércio ficaram estáveis em 6,06% ao mês e 102,59% no ano. Os do cartão de crédito também, em 10,10% ao mês e 217,28% ao ano. O mesmo aconteceu com o cheque especial: 8,35% ao mês e 161,79% no ano.

Acesse também: http://jorgemagalhaes.blogspot.com

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